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domingo, 22 de outubro de 2017

IMPRESSIONE-ME!




Mostre-me a sua disposição em servir.
Conte histórias para quem perdeu a própria,
visite quem não espera mais ninguém,
segure na mão de quem está com medo,
fale de amor para quem foi esquecido.

Impressione-me!
Faça valer um direito de todos,
pense no coletivo, não seja mesquinho.
Jogue o lixo no lixo, ande mais a pé,
cuide do parque, plante uma árvore,
leve esperança, desperte a fé.
Não deixe rastros de imundice na praia,
nem da intolerância no trânsito,
porque o mal, facilmente se espalha.
Seja civilizado em todo e qualquer lugar.

Impressione-me!
Guarde a língua na boca, emudeça!
Se é para falar dos outros, que sejam elogios.
Se é para falar de você, seja humilde,
Se é para falar de amor, que seja um gesto amoroso.
Se é para ler o Evangelho, é bom praticá-lo.
Menos sermão, mais ação!

Impressione-me!
Guarda a reclamação vazia, lute mais um pouco.
Descanse na hora certa, leia um bom livro.
Fale mais com seus filhos, amigos ou irmãos.
Não se isole, não se ausente, não invente.
O mundo é cercado de energias que nem sempre vemos,
mas sentimos em nós mesmos.

Por isso, agarre-se ao amor sem limites.
Como quem se agarra a um pedaço de madeira em alto-mar.
Ainda que seja pequeno, ele te sustentará,
você vai sobreviver, não se afogará.
Porque o amor tudo pode, tudo permite, tudo transforma.

Por isso, impressione-me de verdade.
Mesmo com dor e pesar,
nunca deixe de amar.

(Paulo Roberto Gaefke)


domingo, 15 de outubro de 2017

A GENTE VAI FICANDO...


Há fases da vida em que, sem perceber, a gente simplesmente sobrevive.
Alguma coisa não está boa o bastante, razoável o suficiente, transparente decentemente, mas a voz cala aquilo que o coração grita.
A gente vai ficando...
Fica por medo, por cansaço, por acomodação, por culpa, por preguiça, por crença e, principalmente, por delegar tudo ao tempo.
Acontece que, num determinado momento, somos pegos com a sensação de que o tempo não melhora, não vigora, não reconstitui nada. O tempo, inclusive, deteriora.
Pessoas não mudam de postura, de caráter e de valores com o tempo.
Situações não se modificam com o tempo.
O nocivo não deixa de ser veneno com o tempo.
O tempo revela, se impõe, desnuda.
O tempo descredita, desobriga, desama, desdobra e desamarra.
O tempo é aliado somente para bons alunos.
Ele não é capaz de corrigir a rota, mudar a tripulação e o roteiro da viagem.
O tempo se incumbe de apresentar os mapas, os diagnósticos, os roteiros de onde já se visitou, mas ele não fala, não cala, não interfere para quem não se permite um novo olhar, novo patamar, novo exemplar de si mesmo.
A única pessoa que o tempo é capaz de melhorar é você mesmo.
Não delegue.
Não entregue.
Não permita.
PERMITA-SE olhar para o tempo!
O tempo mandou avisar que há tempo para tempo de se aprimorar.



(Cláudia Dornelles)


sábado, 7 de outubro de 2017

RELAÇÕES AFETIVAS.


As relações afetivas estão passando por profundas transformações e 
revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos
modernos, na qual exista individualidade,  respeito,  alegria e prazer
de estar junto e não mais uma relação de dependência,  em que  um
responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A  ideia  de  uma pessoa ser o remédio para a nossa felicidade,   que
nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer. 
O  amor  romântico  parte da premissa de que somos uma  fração  e
precisamos  encontrar  nossa  outra   metade   para   nos   sentirmos
completos.
A palavra de ordem deste século é parceria.
Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu  gosto  e  desejo a companhia, mas não preciso,  o que  é   muito
diferente.
Com  o  avanço  tecnológico,  que  exige mais tempo individual,  as
pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas,  e aprendendo  a
conviver melhor consigo mesmas.
Elas  estão  começando a perceber que se sentem fração,  mas  são
inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente
uma fração. É um companheiro de viagem.
Estamos entrando na era da individualidade,  o que nada tem a ver
com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria;  ele se alimenta da energia  que 
vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades.
A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso.
As boas relações afetivas são muito parecidas com o ficar sozinho,
ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas  do
século passado.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito
só podem ser encontradas dentro dele mesmo,  e  não  a  partir  do
outro.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação há o aconchego, o prazer da companhia e  o
respeito pelo ser amado.

                                                                                                 (Flávio Gikovate).


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