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domingo, 18 de fevereiro de 2018

MANEIRA DE OLHAR A VIDA.


                                                                 (Konstantin_razumov)

Quando for olhar o teu jardim, olhe as rosas entreabertas e nunca as pétalas caídas.

Observe em teu caminho a distância vencida, e nunca o que falta ainda.

Guarda no teu olhar os brilhos e alegrias de uma criança e nunca as névoas de tristezas dos acontecidos.

Retenha tão somente da tua voz as risadas e canções e nunca os teus gemidos de dores e sofrimentos.

Conserva em teus ouvidos as palavras de amor, e nunca as de ódio ou rancor.

Grava na tua pupila o nascer das auroras, e nunca os poentes do sol se indo.

Guarda as recordações da tua face pelas carícias recebidas, e nunca das bofetadas que levastes.

Guarda de tuas mãos as flores que recebestes, e nunca dos espinhos que te feriram.

Conserva de teus lábios as mensagens bondosas proferidas, e esquece as palavras que te feriram.

Olhe sempre o sol que existe a sua frente, e esquece a sombra que fica atrás.

Lembre-se que a flor que desabrocha é bem mais importante do que mil pétalas caídas.

O mal que praticamos, sem dúvida, um dia irá embora, mas o bem que houvermos exercido não só ficará para sempre, como tenderá sempre a se multiplicar. Lembre-se que é no fundo da noite sem luar que brilham muito mais as estrelas.

(Gotas De Paz)


domingo, 11 de fevereiro de 2018

TERNURA OU AUSÊNCIA.




"Ternura é presença, é vida constante; ausência é vazio, é orgulho sem vida.
Ternura é conhecer cada detalhe e incentivar cada segundo; ausência é perder o tempo valioso e negar um sorriso ou um abraço.
Ternura é abrir a porta do respeito; ausência é abrir a porta do preconceito.
Ternura é calor de alma; ausência é o frio de negar qualquer sentimento de alta vibração.
Ternura existe em tudo; ausência é se afastar de tudo.
Ternura é uma questão de permissão; ausência é uma atitude de negar sem tentar uma nova transformação.
Conheça a ternura, seja presente, afaste a ausência, sua alma será brilhante como a beleza da Natureza, sempre pronta para oferecer ternura a quem oferecer a sua presença."

(Dra.Miriam Zelikowski).

domingo, 4 de fevereiro de 2018

O FILTRO DA INFELICIDADE.



Já percebeu como todo mundo é feliz nas redes sociais? Como a vida parece fácil?

A felicidade nunca foi tão exposta e sua exibição constante trouxe uma patética ironia - a infelicidade. As redes sociais fabricam milhares de bons momentos: festas, amigos, ostentações, sorrisos, amores correspondidos, noitadas incríveis e metas realizadas. Não é curioso como tudo é perfeito? Como todos são bem resolvidos? Como o mundo está contente? Diante da tela desejamos tudo, cobiçamos o corpo perfeito, a viagem dos sonhos, o relacionamento ideal. O jardim do vizinho nunca foi tão verde.
Quando esse anseio não é correspondido, despejamos nossa indignação na linha do tempo, a inveja se transveste de crítica social. Dá-se nome a tudo, e inconscientemente vão criando-se rótulos: o exibido, o falso intelectual, o carente, o festeiro, o romântico irritante etc. Todos com seus míseros defeitos, tão distante da nossa conduta exemplar.
A verdade é que nos tornamos produtos, mas sem público alvo. O marketing pessoal é a grande jogada. Alguns compram, outros ignoram, já a maioria querem ser. Cada palavra, foto, expressão e desabafo vai criando uma rede de sentimentos e reações. E de repente aquilo que não somos é a concepção geral. O que antes era “privilégio” dos famosos, nos caiu como uma luva.
Temos milhares de informações à nossa disposição, e para dar conta assimilamos apenas o que importa, é desse modo que o título da matéria se torna o próprio conteúdo. Não é necessário ler até o fim, queremos praticidade, afinal esta é a nossa geração. Tudo é criado para facilitar nossa vida e desse jeito a preguiça tornou-se aceitável e isso é perigoso; por fim não sobra tempo para filtrar, entender e digerir. Mídias oportunistas, falsas citações e inverdades vão circulando, repetindo-se e assim destruindo ou construindo uma imagem. Um exército de opinadores é formado querendo arbitrar tudo, precisam expressar, e essa falsa sabedoria os torna arrogantes, invejosos, infelizes.
Necessitamos de uma revolução mental. Assimilar que precisamos ser e não transparecer. Importar-se menos, cobrar-se menos. Não sou a favor do isolamento virtual, mas de originalidade e motivações próprias. Precisamos sair às ruas do discernimento. Que os bons momentos sejam criados também para a exclusividade. Que aquela foto no “Instagram” seja a consequência e não a razão. Que dias de sol sejam vividos sem a preocupação da “Selfie” perfeita. E daí que não seja visto? E daí que as pessoas acreditem que sua vida é chata e sem brilho pelo simples fato do seu “Facebook” conter poucos “check-in”.
A verdade é que ninguém se importa de verdade. A grande maioria só quer te observar, analisar seus erros, julgar suas palavras, tentar ao menos ter sua vida ou te diminuir em suas mentes. Há também os fãs, aqueles que amam a imagem postada, não a realidade.
Que a exposição nas redes sociais seja para dar mais vida à vida e não criar uma que não existe. E lembre-se: a infelicidade não usa “hastegs”, ela estampa um sorriso brilhante e se cobre com o filtro da felicidade.

(Fabiano Carlos) 


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