Bloqueador de Selecao

domingo, 23 de julho de 2017

DEIXE O OUTRO SER ELE MESMO. SE LHE FAZ MAL, AFASTE-SE!


É muito simples. Assim como os cachorros latem e as pombas arrulham, os gatos miam e as mulas zurram, os patos grasnam e os cavalos relincham, as pessoas falam. E quase sempre falam o que querem, quando e como quiserem. Fazer o quê?

Diferentes das galinhas, que cacarejam quase sempre do mesmo jeito, pessoas se expressam de modos diversos. Porque são diferentes, ora essa! Têm vozes distintas, pontos de vista discrepantes, impressões variadas sobre a vida. Logo, dizem, pensam, sentem e fazem coisas desiguais.
Importa mesmo é que ninguém é obrigado a concordar com nada. Aliás, discordar e divergir não é só um direito de cada um. Quase sempre é um dever! Eu posso e devo discordar de quem faz algo que me ofende ou agride. Aceitar, jamais. Nem em nome da boa convivência! Se eu não aceito, eu me manifesto. E aí é que está: pessoas também são diferentes em seu jeito de se posicionar contra o outro. Tem gente que xinga, que briga, que bate, gente que tenta conversar, explicar, mudar a opinião e o jeito de ser alheios. E tem gente que dá as costas e vai embora. Deixa o outro ser quem ele é e pronto. 
A vida é um sopro. Pra que jogar tempo no lixo? Escolho outras pessoas com quem estar ou sigo em frente só. Agora, tentar mudar o outro, transformar as visões e atitudes arraigadas em seu jeito de ser, “corrigir” à força o que achamos errado, aí já é um pouco demais. Tiro n’água, murro em ponta de faca, peteleco na própria orelha. Perda de tempo.
Afinal, o outro não é obrigado a pensar como eu. A sentir como eu sinto. A fazer o que eu faço. Se assim fosse, ele seria eu. E não o outro.
“Ouvir” o outro não significa necessariamente “concordar” com ele. O fato de eu discordar de alguém não quer dizer que eu me recusei a escutá-lo. Eu ouvi e não concordei, ué. Deixemos o outro ser quem ele é: o outro. 
(André J. Gomes - www.contioutra.com).

quinta-feira, 13 de julho de 2017

NÃO CAIA NA ARMADILHA DO RESSENTIMENTO.



Sim, você recebeu um tratamento péssimo daquele cliente, daquele namorado, do professor, do seu marido, dos seus pais, dos seus filhos, dos vizinhos, do seu chefe, dos seus colegas, dos amigos, críticos, do cachorro…
Você tem toda razão em ter sentido mágoa, tristeza e desapontamento quando isso aconteceu. Mas sentir tais coisas só tem lógica se for naquele momento. Nunca mais. Se você está, ainda hoje, sentindo essa decepção, essa tristeza, essa mágoa com outra pessoa, então você está ressentido, com ela. Veja com atenção o significado da palavra ressentimento: RE-SENTIMENTO. Sentir novamente; Sentir infinitamente, para alguns.
Qual a razão de usar sua mente para sentir novamente coisas ruins, fragilidades e decepções?
Sentir coisas ruins novamente não tem absolutamente nenhuma função, exceto prender você ao passado e tornar você uma eterna vítima de alguém que nem mesmo está tentando prejudicar você mais.
Ao guardar qualquer ressentimento você está se acorrentando a alguém que lhe fez mal, mesmo que essa pessoa não queira mais isso. Você está re-sentindo a dor que só existe em sua memória. A outra pessoa, por pior que tenha sido, não será prejudicada por seu ressentimento. Mas você será.
Você desperdiçará momentos únicos das suas vinte e quatro horas para pegar o punhal que alguém usou contra você há semanas, meses, anos ou décadas atrás e, acredite ou não, você mesmo estará se apunhalando dia-após-dia, com seu re-sentimento. Se o caso for tão grave que tenha que ser resolvido em tribunais, deixe advogados cuidando disso e se concentre em sua vida e sua felicidade.
Não caia na armadilha do ressentimento. Viva o momento que estiver vivendo. Esqueça as coisas ruins do passado. Ele não existe mais.
E, se mesmo com toda a lógica do mundo, você ainda estiver “sentindo re-sentimento” e mágoa de alguém, lembre-se do que disse William Shakespeare: “Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra".
(André Luiz)

domingo, 2 de julho de 2017

FAÇA ACONTECER (EM SI, PRIMEIRAMENTE).



"Quando percebi o quão importante é ter paz, resolvi dar paz ao outro.

Parei de buscar meias explicações para meias verdades. 

Numa discussão todos têm sua parcela de culpa, suas obsessões e posses. 

Ninguém é livre de erros e a insatisfação acontece quando esperamos demais da outra pessoa.

Julgar o que o outro diz escolhendo a dedo é fácil, difícil é colocar-se no lugar, ser empático o suficiente para buscar entender as dificuldades que fizeram fechar o caminho entre mim e o outro. 

Estou aprendendo e reconheço minhas falhas. 

Cheguei num ponto da vida que preciso dizer ao outro que não tenho mais mágoas e não desejo o pior dele(a) em hipótese alguma. 

Quero mesmo é toda gente sorrindo, de alma livre e leve, para multiplicar com outras pessoas e acertar nessa nova chance que a vida cuidadosamente oferece.

Se renascer é perdoar-se, abra então as janelas e sinta a vibração positiva chegando. 

Abençoe. 

Desfaça os nós. 

Voe. 

É simples. 

Mais fácil do que ficar arrumando desculpas. 

Não espere, faça acontecer (em si primeiramente)."


( Vitor Ávila )


domingo, 18 de junho de 2017

GANHAR NO GRITO...

   


É tão fácil apontar e dizer que o outro é egoísta, é tão simples atacar e mostrar os erros alheios com altivez e satisfação. É difícil aceitar as falhas, compreender os traumas, falar com mansidão e ouvir com atenção o que teu semelhante tem a dizer. Às vezes é bem cômodo gritar e provar o quão dono da verdade você é, porque ganhar no grito todo mundo quer, mas acomodar o silêncio, transformá-lo em entendimento é uma dádiva que poucos conseguem administrar.

(JuFuzetto).



PREZADOS AMIGOS,

Esta será a última publicação aberta a comentários neste meu Recanto. Pensei bastante antes de tomar esta decisão. Há seis anos na blofosfera, só tive a ganhar, seja em termos de conhecimentos, seja em termos de amizades.  No entanto, estou certa de que é chegado o momento de pausar as interações. Preciso me dedicar a outras atividades e receio não poder corresponder à altura aos amigos que por aqui passam. Por outro lado, estou me sentindo desconfortável por não estar disponível para visitar os espaços de amigos queridos, cujos blogs aprecio muito pela qualidade de seus trabalhos e postagens. Sinto que não é delicado de minha parte permanecer apenas retribuindo a quem chega por aqui de maneira espontânea, embora tais visitas me deixam muito gratificada e feliz.
Portanto, continuarei a publicar esporadicamente, com o intuito de não fechar o blog, mas sem a barra de comentários.
Assim sendo, despeço-me de todos, agradecendo o carinho, a amizade e o prestígio que sempre dispensaram a mim e ao meu recanto.
Até uma outra oportunidade e, quem sabe, com um outro tipo de blog.
Meu abraço e carinho a todos!
Muitíssimo obrigada!


domingo, 21 de maio de 2017

SALVE SUA VIDA!




        Salve sua vida. 

        Afrouxe os nós da garganta, 

        tire os sapatos apertados 

        e troque a roupa suja. 

        Arrume tempo, 

        muito tempo para você, 

        abra a porta e deixe partir 

        quem mesmo ao seu lado já se foi. 

        Faxine sua alma dos empecilhos, 

        dos pecados, dos rancores. 

        Aprenda a ser livre 

        e se permita experimentar novas sensações. 

        Não espere chegar no limite 

        do "não aguento mais", 

        antecipe a sua alforria para o agora. 

        Afinal você não sabe quanto tempo ainda tem, 

        então aproveite porque 

        o que já passou não volta 

        e o hoje é o que se tem nas mãos. 

        Só te resta viver.


          (Fábio Figueiredo)



terça-feira, 2 de maio de 2017

PRECISAMOS QUE NOS OUÇAM COM AFETO.




Quando acontece uma coisa bem boa, qual é meu primeiro impulso ? Contar para alguém; aliás, contar para vários alguéns, contar para o mundo. Eu pego o telefone e vou ligando, pela ordem de amizade, só que nem sempre o universo conspira a meu favor.
Outro dia, às 2h da tarde, tive uma boa notícia e corri para o telefone. Na primeira chamada, atendeu a secretária eletrônica, mas nem deixei recado. Na segunda, o celular estava fora de área, na terceira, ouvi um “não está dando para falar agora, te ligo mais tarde”; a partir daí, nem lembro mais. Só poderia contar minha alegria a alguém muito íntimo, e tive aí o primeiro susto: quantos amigos íntimos eu tenho? Poucos, muito menos do que eu imaginava.
Será que Roberto Carlos conseguiu ter 1 milhão de amigos? Se eu tenho tão poucos, a culpa deve ser minha, claro que não procuro ninguém e quando me convidam para alguma coisa, com raras exceções, arranjo uma desculpa e digo que não posso ir. Aí fico pensando: preciso mudar. Vou começar abrindo minha agenda e ligando para pessoas que não vejo há séculos para dar um alô, dizer que estou com saudades, perguntar pela vida e terminar a conversa com o inevitável “vamos combinar de almoçar, te ligo”. E aí, vou ligar? Já sei que não, e se a pessoa me ligar, talvez diga que estou cheia de trabalho, na segunda-feira vou viajar, que telefono quando voltar. Difícil ser difícil, e difícil deixar de ser.
Com tudo isso até me esqueci do principal: continuei sem ter ninguém com quem compartilhar minha alegria. E é curioso: se minha alegria era tão grande, por que ela não me bastava, por que a necessidade de contar para o mundo? Será que não posso ser feliz sozinha? Por que será que quando se trata de boas  coisas preciso que o universo saiba, e quando estou triste prefiro ficar muda, sozinha? Fiquei pensando em tudo isso, mas continuei sem ter com quem falar sobre minha alegria, que àquelas alturas nem era mais tão grande assim.
O dia foi passando e eu esperando que meus poucos amigos íntimos chegassem em casa para poder contar. Às 7h recomecei a telefonar, e mesmo sem todo aquele entusiasmo, fui logo contando o “acontecido”.
A reação foi morna. “Ah, mas que ótimo, parabéns, você deve estar feliz”. Mais uma ou duas frases sobre o assunto e a conversa passou a ser a de sempre: a violência , a dieta que não se consegue fazer, a ginástica que vai mal, e daí a pouco a conversa acabou, com um “vamos ver se a gente almoça no fim de semana”, e ponto.
Um pouco mais, um pouco menos, foi igual com todos os meus poucos amigos íntimos e minha alegria, que tinha sido tão grande, murchou. Eu é que sou louca, pensei, afinal não havia motivo para tanta euforia.
Ou será que havia? E lembrei  de meu pai e de minha mãe; os pais são as únicas pessoas que têm todo o tempo do mundo para nos ouvir e são solidários não só nas nossas tristezas como também nas nossas felicidades. 
Estou sendo injusta,  nossos analistas também nos ouvem; mas às vezes a gente precisa mais do que de quem nos ouça. Precisa que nos ouçam com afeto.

Danuza Leão



domingo, 23 de abril de 2017

"TU TE TORNAS ETERNAMENTE RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE CATIVAS - SERÁ?


Vi uma entrevista com Padre Fábio de Melo e achei muito interessante a colocação do  Padre sobre as frases de efeito, principalmente aquelas contidas no livro 'O Pequeno Príncipe', de Antoine de Saint-Exupéry. Como exemplo, ele citou a frase do título: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".
Pensei que vale uma reflexão, principalmente considerando a argumentação apresentada por Padre Fábio, que é admirável em suas colocações. Independente de religião, há de se considerar que dito Padre, além de muito carismático, é portador de grande sabedoria.

Segundo ele, os "carentes de plantão", ou pessoas não muito equilibradas, costumam jogar frases de efeito sobre as pessoas para retirarem a sua responsabilidade de ser quem são ou como são.

"Há coisas que só eu posso me dar. Tenho que dar conta da minha vida. Não tenho que jogar sobre você os fatos que são meus. As pessoas que não fazem o menor esforço para viver este equilíbrio, de se pertencer, jogam esta frase de efeito, pois não têm maturidade afetiva".

Tal frase de efeito nos retira da responsabilidade de ser quem somos e de curar nossas próprias feridas. "Quem não está ferido nesta vida?", "Quem não foi traído"?, "Quem não foi enganado?"

Concluindo, diz o Padre: "Vamos fazer com que este prejuízo seja nosso. Vamos nos articular para sermos seres humanos melhores em nossas relações".

Bom, foi mais ou menos isso. Pensei e concluí que ele está certo. Esta história de querer escravizar o outro no mundo dos afetos não funciona, sabemos muito bem disso. Ninguém é eternamente responsável por ninguém que  tenha cativado no decorrer da vida. Tudo muda. As escolhas se sucedem. Então, 'bora lá' nos desapegar de determinadas frases de efeito e tocar a vida com equilíbrio, bom senso, raciocínio e liberdade para semear e colher afetos, sem qualquer tipo de cobrança.

Vale a pena pensar a respeito, não é?




segunda-feira, 17 de abril de 2017

É PRECISO SEGUIR ADIANTE APÓS A PERDA DE PESSOAS QUERIDAS.


Quatro estações são necessárias para que se possa passar adiante depois de uma perda. O primeiro tudo depois da morte é sempre o mais difícil: o primeiro aniversário, o primeiro natal, o primeiro réveillon, as primeiras férias... são as ocasiões mais doloridas. Mas o passar dos dias ameniza a dor e vai dando lugar a uma certa nostalgia, ao carinho da lembrança.
Pensamos no instante da perda que nunca mais seremos capazes de sorrir, mas isso não é verdade. Depois de algumas auroras e alguns entardeceres, vamos descobrindo que a vida ainda está muito presente, que ainda somos capazes de nos alegrar com outras coisas, sem que isso diminua o amor e a saudade que sentimos de quem partiu.
Aceitamos dificilmente a morte porque nos esquecemos com facilidade que nossa vida na terra é apenas uma passagem. E quando alguém parte, é como se acordássemos para essa realidade: somos eternos para a vida, mas não a terrena! Inconscientemente pensamos na nossa própria morte e na daqueles que ainda estão conosco.
Mas... enquanto o sangue pulsar nas nossas veias, é a vida que pulsa e tudo o que podemos e devemos fazer é vivê-la. Alguém que amamos parte para sempre e isso é tremendamente doloroso. Essa pessoa é insubstituível ao nosso coração, já que cada pessoa é única em si no nosso viver e somos conscientes disso. Mas outros que amamos e que nos amam ainda estão por aqui e isso devser motivo de alegria e reconforto.
Por esses, pelo menos, devemos nos reerguer, reagir, fazer um esforço. E para nós, para nosso bem. Deus nos consola; amigos, família nos consolam... só precisamos é aceitar as mãos estendidas. Quatro estações e um pouco de paciência...  o sol vai brilhar novamente, a alegria vai de novo encher o coração e tudo vai voltar ao normal. É preciso acreditar nisso!


(Letícia Thompson)


domingo, 9 de abril de 2017

MANIA DE SER FELIZ.


Cada novidade deve ser saboreada como um fino manjar.
Cada alegria deve ser perpetuada com fotos, filmagens e imagens.
Cada sabor agradável deve ser delicadamente digerido,
como se a vida fosse areia escorrendo pelos dedos das crianças.
É tempo de cultivar a esperança.
Por que ficar parado na dor a espera de um consolador?
Por que não fazer a sua parte, distribuindo o amor?
Por que não sair da “toca” e ver se o sol raiou?
Por que não olhar para a noite e declamar uma poesia,
ainda que a rima não apareça, ainda que se esqueça,
deixar o coração falar sem barreiras,
porque no fundo no fundo, tudo é passageiro,
até o tempo de sofrer, que já não cabe mais.
Chega então, de tantos ais!
É tempo de aproveitar o tempo que lhe cabe,
ser feliz com o que já tem, e se mais vier, que mal tem?
O importante é ter sempre a certeza de que podemos muito,
que juntos somos imbatíveis, que separados somos fracos,
e isolados, não somos nada além da própria solidão,
que aflige a alma e fere o coração.
Reconheça-se como parte importante da vida e do tempo,
e se a lágrima insistir em cair, enxugue-a depressa,
há tanta vida lá fora, esperando a sua companhia.
“Que você faça da alegria, uma adorável mania.
Mania de ser feliz!”

(Paulo Roberto Gaefke)



Considerando que a Páscoa já se avizinha, aproveito a oportunidade para desejar a todos uma Páscoa recheada de amor, paz e alegria.
Que os mais puros sentimentos de amor, fraternidade e carinho renasçam em nossos corações! 



segunda-feira, 27 de março de 2017

CARÊNCIA AFETIVA.



A carência afetiva é um mal que atinge todas as faixas etárias, culturas e classes sociais.  É pior que a gripe, que vem e vai embora, ou uma doença que mata de vez. É um mal que consome as pessoas devagarinho.
A indiferença da sociedade atual face aos problemas do mundo, faz com que as pessoas sintam-se sozinhas e carentes.  Preferimos fechar os olhos ao que se passa ao nosso redor (e mesmo fora dele) do que enfrentar a realidade da vida dos outros, dos seus problemas. Há cada vez mais pessoas solitárias enquanto a população cresce.
As pessoas têm sede de amor. O problema é que raramente querem ser fonte. E nessa engrenagem há muita gente infeliz. Então corre-se de um lado para o outro, alguns tentam achar compensação a nível profissional, outros em religiões, crenças e seitas. 
A internet também faz parte desse mundo. Fecha-se aqui, procura-se amores, amizades e certezas de que alguma coisa ainda existe capaz de compensar a falta de afeto. E enganam-se. Engana-se os outros e a si mesmo. 
Quando Jesus andou na terra, tenho certeza que não precisava de nada. Ele era auto-suficiente. Apesar disso, viveu tudo: Ele andou, trabalhou, se entristeceu, chorou, sentiu fome, angústia, dor, morreu e ressurgiu. E vivendo tudo isso, amou. Amou até o fim, até pedir perdão para os que o crucificaram. E tudo o que Ele viveu, foi para nos mostrar o exemplo. De nada serviria se Ele tivesse pregado e não vivido as próprias palavras. Como nós. Mais que falar, precisamos viver.
O dia que as pessoas compreenderem que a solução está dentro delas mesmas, então o mundo terá uma chance de sair desse caos. Se você quer ser amado, ame! Quer receber um sorriso? Sorria! Quer receber e-mails? Mande! Quer carinho? Dê ternura até não agüentar mais. Quer atenção? Seja atencioso!
Talvez não funcione imediatamente. É um remédio que precisa de um tempo para começar a fazer efeito. Mas, quando você estiver curado interiormente, vai ser outra pessoa, de maneira tal que será impossível não receber de volta a felicidade que espalhou.  Temos a mania de querer comprar tudo. Mas muitas coisas da vida precisamos plantar, cuidar e colher com nossas próprias mãos. Nem tudo se vende e se compra e afeto faz parte dessas raras coisas.
Não amamos a Deus por que Ele nos amou primeiro? Então, vivamos de maneira que possamos ser os primeiros a dar afeto, amor, atenção. Sejamos os antídotos do ódio e da indiferença. Tudo o que virá após, será compensação. Estaremos contribuindo assim para uma sociedade mais humana, mais justa e mais equilibrada.


(Letícia Thompson)

segunda-feira, 20 de março de 2017

EM TUDO SE VÊ OPORTUNIDADES.



Veja quantas oportunidades no dia que começa!
O terreno baldio que tanto te incomoda,
é um convite para o esforço do seu suor.
Oportunidade bendita de criar um jardim,
uma horta, algo muito melhor.

O vizinho que toca música alta pode ser um solitário,
esperando uma visita para um papo,
que pode se estender para um abraço sem nada dizer.
Tudo o que é preciso para uma amizade nascer.

A fofoqueira da rua, é alma carente,
que precisa além de afeto,
uma palavra paciente.

O desemprego desesperador,
pode ser outro bom fator,
para revelar em você, um grande empreendedor.

O martírio dessa doença, uma força para a ciência,
que ao investigar o seu problema abre portas,
desvenda mistérios e na procura,
a tão esperada cura.

O relacionamento que se despedaçou,
pode até significar dor, medo, ausência.
Mas, o coração que hoje se fecha,
é o mesmo que amanhã se alegra,
com a atenção de alguém que desperta,
na sua alma carente,
o eterno desejo de amar,
que em todos é latente.

Por isso, em tudo, não se desespere!
Antes, enxergue possibilidades:
- nas portas que se fecham,
- nos amigos que desaparecem,
- nos contratos que não foram fechados,
- na ligação que não veio,
- no beijo que não virá,
em tudo, uma mão gigantesca vem apoiar,
aqueles que mesmo com chagas, insistem em lutar,
um amor que ultrapassa a nossa compreensão,
vem nos abrigar, e se caímos, vem nos levantar.
Amor além do tempo, sem medidas,
além da compreensão,
amor de Deus, benção para todos,
sem distinção.

Paulo Roberto Gaefke


segunda-feira, 13 de março de 2017

POR QUE TANTAS PESSOAS ANDAM MENDIGANDO AMOR?


                          "Não implore e nem mendigue a atenção de ninguém; primeiramente tenha amor próprio. Pessoa nenhuma que não queira te dar atenção merece que você faça questão de tê-la. Seja sempre mais você". (Clara Furtado).

Quando foi que nos perdemos e esquecemos que o principal dos amores é o amor próprio?
Amor, carinho e atenção devem vir naturalmente, devem fluir sem pressão, e se não fluem, por favor não insista, não force, saia desse conto de fadas falido  que só existe na sua cabeça, você merece tudo de melhor sempre, lembre-se  disso!
Você pode ser a pessoa mais linda e mais sarada do mundo, pode ser inteligente, divertida, bem-sucedida, mas se a atração não for recíproca, se não existe a tal química quando os corpos se tocam, nada do que você fizer vai adiantar, porque o amor é mágica, nós nunca entenderemos como, quando e porque, na hora certa, ele simplesmente vai acontecer.
Reconhecer e saber dar a si mesmo o devido valor é algo inquestionável e imprescindível.
Não arrume desculpas esfarrapadas pra quem não sabe te amar. Quem quer de verdade encontra um jeito, quem não quer arruma uma desculpa, porque obstáculos são vencidos, mas a falta de amor, a falta de vontade e a falta de interesse não têm solução, não têm remédio.
Eu sei que às vezes é difícil de aceitar, mas não perca sua dignidade tentando entender porque alguém não te ama da maneira que você acha que merece ser amado.
Não cabe a você decidir, deixe o Universo trabalhar. Ele sabe do que você precisa, o que você merece e o que o fará feliz, então confie, tenha paciência e espere para usufruir de um banquete ao invés de aceitar migalhas.
Amar é saber desistir também, então ame-se o suficiente para sair de qualquer situação que traga mais angústia do que felicidade.

(Wandy Luz-https://amenteemaravilhosa.com.br).

(Agradeço aos amigos que entram e deixam seus comentários, apesar de estarem cientes de que minha atuação na blogosfera, no momento atual, está se restringindo à retribuição de visitas.)

domingo, 5 de março de 2017

CULTIVE A ESPERANÇA.



Cada criatura escolhe o pano de fundo de sua vida.
Alguns preferem o das saudades lamentosas, outros,
porém, mais avisados no terreno da fé, escolhem o
pano luminoso da esperança.
(Neio Lucio)


Não se dê por vencido, o jogo ainda não acabou apesar do placar desfavorável.
Esperança é para os tempos de crise, é a força que nos leva até o fim do jogo com a certeza da vitória.
Tem esperança aquele que sabe esperar confiantemente, aquele que sabe que as adversidades de hoje se constituem no esterco que prepara a terra para a farta colheita do amanhã.
A esperança deve se tornar um modo de viver, o pano de fundo no qual se desenha a história de sua vida.
Nós escolhemos o fundo musical que se executa enquanto atuamos no palco da vida. Notas tristes e pessimistas repercutirão negativamente em nossa performance. Acordes de esperança e otimismo favorecerão um desempenho positivo. Eis a chave de nosso progresso ou de nosso fracasso: o pano de fundo que escolhemos para nossa vida.
Cultivar a esperança é adquirir a certeza de que a tempestade passa, que dentro de mim ainda há um reservatório enorme de forças que me levarão à superação das dores que hoje me sacodem, mas não me destroem. Ter esperança é confiar em Deus quando tudo me parece perdido e nada mais resta a fazer.
Deus adora aparecer nesses momentos. É só você confiar na esperança e continuar trabalhando para que a hora da dificuldade passe mais depressa.


( Do livro "Minutos com Chico Xavier, de José Carlos De Lucca).


domingo, 19 de fevereiro de 2017

A BARREIRA DA APARÊNCIA.


                                                      (Ana Rita Angiolelli)

É preciso não buscar na aparência aquilo que só uma alma nobre pode oferecer. Não buscar no charme de um olhar aquilo que só um coração livre de rancor pode dar. Não procurar no número de likes do Facebook aquilo que só um bom caráter pode proporcionar.
Com o tempo a gente aprende que algumas dores podem ser escancaradas numa boa, enquanto outras não; que nem toda tristeza tem permissão de ser exibida; e que nem todo sorriso encerra uma alma feliz.
Descobrimos então que a fachada de uma pessoa abriga muitas outras coisas além daquelas que poderíamos supor; que ao nos depararmos com um sorriso, nem sempre estamos diante de uma alegria verdadeira; e que a beleza não é requisito para julgarmos a nobreza ou o caráter de alguém.
Porque a gente tem mania de julgar demais. Avaliamos o livro pela capa, o shampoo pelo frasco, o jeans pelo preço da etiqueta. E esquecemos que caráter e conteúdo não vêm com rótulos. Ao contrário, é preciso ultrapassar a barreira da aparência se quisermos conhecer a essência.
É preciso romper a barreira da aparência. Desvendar o que há por trás do sorriso constante ou da vestimenta arrogante. Descobrir que de uma aparência inadequada podem surgir grandes surpresas, e que um sorriso doce pode esconder algumas tristezas.
Ouse acreditar que há o que ser descoberto por trás das cortinas da aparência. Nem tudo é o que parece ser, e a gente tem que aprender a olhar nos olhos e acreditar que, mesmo que faltem argumentos, o essencial mora no lado de dentro…
(Fabíola Simões).


Obs: Lembro a todos que o meu retorno à blogosfera está acontecendo de forma parcial, ou seja, estou apenas me limitando à retribuição de visitas.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

SINTO FALTA...

                                                      (Ilustração: Christian Schloe art)


Hoje trago um poema da minha irmã, Marilene Duarte,  que versa lindamente sobre carências importantes que reinam no mundo atual. (O poema foi extraído do seu blog Momentos Fragmentados, ora em estado de hibernação-http://umcanto-recantodaalma.blogspot.com.br).


                                                   SENSIBILIDADE

                      Sinto falta de uma sonora gargalhada...
                          
                          Por que ninguém mais ri,
                          Despudoradamente,
                          Meneando a cabeça
                          Movendo o corpo
                          Abraçando a vida?
                          Só encontro meros sorrisos,
                          Na maioria contidos,
                          Como se mostrar alegria
                          Ainda que por instantes
                          Fosse proibido

                          Sinto falta de demonstrações reais de felicidade...

                          Por que elas apenas aparecem,
                          Falsificadas,
                          Nas redes sociais?
                          Só encontro faces fechadas
                          Pessoas apressadas
                          Como se uma pequena pausa
                          Para olhar o céu,
                          Sem qualquer véu para se cobrir,
                          Fosse perda de um precioso tempo
                          Que, certamente,
                          O relógio desconhece

                          Sinto falta de mãos entrelaçadas...

                          Por que o toque é dispensado,
                          Os braços caminham em abandono
                          As mãos se ocupam de coisas outras
                          Esquecendo o afeto
                          Que pelas ruas não se presencia?
                          Só encontros "ficantes" desinteressados,
                          Oportunistas sem real sentimento,
                          Para os quais até a troca de olhares
                          É cansativa e dispensável
                          Pois estão presos aos modernos dispositivos
                          De equivocada comunicação

                           Sinto  falta da verdadeira emoção,
                           Aquela transparente nos mínimos gestos...
                           Da cumplicidade espontânea
                           Do carinho que ignora outros olhares,
                           De gente que se mostra
                           De gente que sente
                           E não se envergonha
                           Ao demonstrá-lo pelos quatro cantos
                           Dos espaços por onde passa

                           Sinto falta da tão ausente
                           Naturalidade...
                           Aquela que já guiou nossos passos
                           Em outra idade,
                           Do riso franco, encantado,
                           Da magia dos antigos enamorados
                           Que em sonhos traçavam planos
                           Sem preocupação com os anos
                           Ou com a realidade,
                           E capazes de amar até a saudade.

                           Talvez sinta falta, de verdade, 
                           De todas as demonstrações
                           De sensibilidade...
                           Por que  se foram?
                           Por que se esconderam?
                           Com sua fuga, deixaram em seu lugar
                           Apenas carências, insatisfações,
                           E um céu nublado,
                           A encobrir a luz dos corações.

                                         (Marilene Duarte)
                            

Obs: Lembro a todos que o meu retorno à blogosfera está acontecendo de forma parcial, ou seja, estou apenas me limitando à retribuição de visitas.



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